domingo, 19 de julho de 2009

Quantos "erres" você trabalha?



Lendo o texto "Três erres" e mais alguns devemos parar e pensar: Como eu tenho abordado o tema Lixo nas minhas aulas? Como tem sido meus projetos? Focados no último R que é da Reciclagem? Ou eu realmente levo meus alunos a repensar suas atitudes diárias para diminuir o lixo?


Quantos e quais são os "erres" que devo trabalhar?

Se você pesquisar, a maioria dos textos versam sobre 03 erres, mas encontramos alguns autores que defendem mais erres, como Leonardo Boff que fala dos 04 erres e ainda outros que discutem os 05 erres. O mais importante é não focar a abordagem das aulas e projeto no lixo e sim nos nossos hábitos diários que geram lixo.


Cabe aqui falar também da importância dessa discussão desde a educação infantil, como mostra este blog sobre os Cinco Erres, e mais ainda que o assunto não seja trabalhado apenas nas disciplinas de Ciências e Biologia e sim que seja abordada perpassadando todas as disciplinas como diz a Lei da Educação Ambiental:

Art. 2° A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.


Cuidado também na conceituação de alguns termos. Tenho visto projetos que na escrita diz que trabalhou com reciclagem, mas quando você observa as atividades desenvolvidas, na verdade, foi trabalhado a reutilização de materiais diminuindo assim os resíduos que iriam para o Lixo. Além dos erros nas conceituações, ao trabalhar com o tema lixo, não podemos abordar dissociados os "erres", pois os mesmos se encontram intrísecos nos hábitos cotidianos, sendo assim necessário elaborar atividades onde o estudante possa verificar a necessidade da mudança de atitudes em seu dia-a-dia.


Atividades pontuais, como desfiles com roupas "recicladas" (de novo reafirmo o udo indevido do termo, sendo o certo roupas com materiais "reutilizados"), servem para talvez tentar sensibilizar as pessoas no momento, mas devemos tomar cuidado para que o objetivo não se perca, e estas tornem-se apenas um desfile, um evento e nada mais.

O que você acha de atitudes como estas?
- Três erres: tênis é reaproveitado por designer
- Reutilização de skates usados
- Publicações sobre Reciclagem
- Embalagens - Tendências da responsabilização ambiental


Fica aqui a reflexão: quais atividades eu posso desenvolver em sala de aula para que o estudante modifique seus hábitos gerando menos lixo?


Foto retirada do Blog do Jogo Limpo

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Atividades pontuais repercutem de forma positiva sobre a comunidade escolar?



Resultados da enquete:

  • Sim, mas devem ser complementadas no dia-a-dia. (38%)
  • Não, não trazem resultados positivos. (33%)
  • Somente chama atenção para os problemas socioambientais. (16%)
  • Sim, pelo menos sensibilizam os alunos e os funcionários. (11%)



Segundo o Fórum Mídia e Educação , publicado em 2001, comunidade escolar é o conjunto de pessoas envolvidas diretamente no processo educativo de uma escola e responsáveis pelo seu êxito. São exemplos, a comunidade local e a família.


Seguindo essa linha, devemos pensar que a Educação Ambiental quando desenvolvida na escola de maneira integral, ou seja, para toda a comunidade escolar e não somente pelos professores de ciências e biologia e para suas turmas surte mais efeito.


Desta forma, trabalhar a Educação Ambiental em datas comemorativas, como: Dia da Água, Dia da Árvore, Semana do Meio Ambiente, entre outros, não despertam atitudes e valores sustentáveis no público-alvo. Sendo assim a melhor maneira seria durante todo o processo educativo, percorrendo todo ano letivo, como afirma os 38% da enquete realizada. Uma saída para tal é fomentar essa idéia em uma das reformulações do Projeto Político-Pedagógico de sua escola.


Por outro lado, a resposta: “não, não trazem resultados positivos, com 33%, nos faz pensar a respeito da necessidade dessas atividades pontuais, como as já citadas, datas comemorativas.


Não queremos aqui nos rebelar contra as datas comemorativas, mas sim dizer que nós professores e participantes da comunidade escolar devemos ir além.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A clonagem do bebê gelo



A National Geographic de maio de 2009, descreve a descoberta de um bebê elefante fóssil do gênero Mammuthus encontrado por um pastor de renas e seus filhos na Península Yamal no noroeste da Sibéria. A princípio um grande achado científico, talvez para o conhecimento da trajetória desses seres na terra ou ainda, um olhar para a história da humanidade. O fato é que, a mente inquieta do ser humano quer respostas, e neste caso, cientistas discutem as possibilidades de clonar o mamute nomeado de Lyuba (nome da esposa do pastor que a encontrou)

CLONAR PARA?... RESPONDA se você puder...

Qual seria a reflexão adequada sobre nossa caminhada científica, os objetivos que levam cientistas a empenharem-se em uma pesquisa para clonar animais extintos? Penso que investimentos tão elevados devem ter um motivo consistente e com devolutivas benéficas àqueles que financiam as pesquisas, no mínimo aos cidadãos que pagam seus impostos. Nesta linha de raciocínio não encontrei resposta que sustentasse tamanho empenho... Você pode compartilhar sua visão no Blog? O confronto de idéias nos fará crescer na visão biológica, pois os objetivos apresentados, pelo menos nesta reportagem, não possibilitou-me um convencimento da necessidade da referida pesquisa.

Vamos a um fragmento do texto...

“A Clonagem resultaria em um único animal, que iria viver sozinho em um zoológico ou laboratório e não em habitat original, que já não existe mais. Ou seja, estaríamos criando uma “atração de circo”. Tom Gilbert, uma autoridade em DNA antigo da Universidade de Copenhague, admite que, como estudioso desses animais, ele seria o primeiro a querer vê-los correndo dentro de um cercado. Mas Gilbert questiona tanto a utilidade como a conveniência de se clonar espécimes extintas.”

Bem se ele que se dedica á pesquisa tem dúvidas imagina eu que penso que há um propósito de Deus para toda a existência...

O intrigante é que a mesma revista em outra reportagem DESTACA: Elefantes invadem plantação na Malásia. Incursões são mais comuns com o avanço das lavouras sobre a floresta. Cientistas pesquisam maneiras para espantar os animais das lavouras, mas advertem que as técnicas para afugentar os animais não são eficazes, pois os elefantes são inteligentes e acabam achando outra saída.
Logo...se não estamos administrando os problemas das espécies já existentes por conta de um desequilíbrio ambiental notório até mesmo aos que ignoram as questões ambientais, como é que vamos dar conta de espécies que se perderam no passado?

Eclesiaste 3:11,14
11Tudo fez(Deus)formoso em seu tempo,... sem que o homem possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim...
14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar e nada se lhe deve tirar e isto faz Deus para que haja temor diante dele...

Qual o sentido de se clonar espécies extintas?

___________________
Bióloga Vaneide Araújo

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Circus



Ouvindo uma criancinha relatar ao seu pai todo entusiasmado e eufórico sobre sua visita no circo, pensei o quão de científico existe naquele mundo mágico?!.
Quais seriam as forças que agem no mundo circense? Será a alegria do palhaço que move a platéia? Eu confesso, tenho receio de palhaços hehehe. Mas tenho um certo fascínio pelas apresentações do Cirque Du soleil.
Mas e as motos velozes no Globo da Morte? Relembrando... Foram as motos naquela espécie de gaiola de ferro que mais impressionaram a pequena criança. É muito vivo em minha memória o diálogo dele com o pai:
_ Como as motos ficam de ponta cabeça e não caem?
_ Olha filho, elas passam muito rápido, nem dá tempo!
A ação de forças, era a resposta adequada. Que forças seriam essas? Vamos enumerá-las:
1- Força Centrífuga que atua para fora do Globo da Morte;
2- Força Peso na mesma direção da Gravidade ;
3- Força Normal que atua diretamente nos pneus das motos.



Ah ta, mas... é só isso? Três forças atuando na moto e no motociclista? Não, devemos lembrar que a velocidade deve ser constante.
O que a criança não percebeu é que além do show das motos a Física também é aplicada em outros shows no circo, como nos malabares.
Nos malabaristas a força atuante é a da gravidade. Sem ela, fazer malabarismo seria impossível, já que o malabarista não conseguiria fixar-se no solo, muito menos resgatar os objetos lançados.

O que podemos nos atentar enquanto espectadores é no grau de dificuldade que os malabaristas enfrentam quando escolhem ou diferenciam os objetos lançados. Por exemplo, clavas e argolas. Essas duas peças possuem formatos diferentes, valores de massa diferentes e ... centros de gravidade diferentes. Centro da gravidade é o ponto onde o objeto irá girar, pois é nele que a massa do objeto está distribuída. A altura dos lançamentos é outra dificuldade dos malabaristas, já que a força da aceleração (que atuará na subida e na descida do objeto) busca fazer com que o objeto caia. Ou seja, lançamentos baixos são mais rápidos, mas também mais precisos, ao passo que lançamentos mais longos oferecem um tempo maior para o malabarista, mas sacrificam a precisão.




Você já havia pensado nisso? Já viu a Física presente em mais algum outro show no circo?
Na sala de aula é possível aplicações similares a essa discussão?
Comente com a gente!





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